Comece pelo que está acontecendo, de maneira direta, e mostre o dado ou fato que comprova o problema.
Aperfeiçoamento da Prática em Coordenação do Cuidado a partir da Atenção Primária à Saúde – APS
Módulo VI – Avaliação e Monitoramento na APS
Disciplina 14
Planejamento para Melhoria dos Processos de Cuidado na APS
Que bom ver você por aqui!
Na Disciplina 14: Planejamento para Melhoria dos Processos de Cuidado na APS, abordaremos o desafio que a tripla carga de doenças no Brasil impõe à organização do cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS).
Propomos uma reflexão sobre as características da APS e de seus processos de trabalho, com foco no desenvolvimento de estratégias de cuidado centradas nas necessidades dos usuários e da população em seus territórios.
Para isso, o planejamento é apresentado como ferramenta estratégica para a reorganização do processo de trabalho e a qualificação do cuidado na APS.
Nesse percurso, os Painéis de Gestão e de Vigilância serão fundamentais para subsidiar o planejamento local, o monitoramento de ações e a tomada de decisão, tanto clínica quanto gerencial.
Para iniciar, convidamos você a explorar os objetivos de aprendizagem. Eles nortearão sua trajetória, detalhando as competências que serão desenvolvidas ao final desta disciplina.
Ao final de seus estudos, espera-se que você seja capaz de:
Clique nas setas para navegar.
Entender o cuidado e as dimensões da gestão do cuidado (profissional, organizacional e sistêmica) e sua interface com o processo de trabalho desenvolvido na APS.
Identificar as características do processo de trabalho na APS, a importância dos trabalhadores de saúde nesse processo e a necessidade de coordenar os atos cuidadores individuais para melhorar os processos de cuidado na APS.
Identificar os principais problemas da população do território de abrangência da Unidade Básica de Saúde (UBS), bem como utilizar critérios para priorizar os mais urgentes.
Utilizar a matriz SWOT para analisar as fortalezas e fragilidades (ambiente interno da UBS), bem como as ameaças e oportunidades (ambiente externo) no enfrentamento do problema priorizado.
Acessar os Painéis de Gestão e de Vigilância para obter informações e indicadores sobre a rede de serviços de saúde e as vigilâncias (epidemiológica, ambiental, saúde do trabalhador e sanitária).
Aplicar o método Planejamento Estratégico Situacional adaptado às unidades locais da APS para o enfrentamento dos problemas mais prevalentes.
A tripla carga de agravos e os desafios para o SUS
As transições demográfica e epidemiológica consolidaram as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) como a principal causa de morbimortalidade no Brasil.
Esse cenário demanda políticas públicas que organizem o cuidado de forma sistemática, posicionando o sistema de saúde como o articulador central de ações que transcendam o atendimento clínico.
Por que o cuidado do outro é a finalidade primordial da APS?
Em especial, porque a APS foi definida pela Política Nacional de Atenção Básica (PNAB, 2017) como coordenadora do cuidado na Rede de Atenção à Saúde (RAS). Isso significa que seu papel vai além de garantir o acesso aos serviços. Envolve assegurar um cuidado:
Nesse sentido, o cuidado também se sustenta em seus atributos essenciais e derivados.
Você deve se lembrar de que, na Disciplina 1: O SUS e a Integralidade do Cuidado, falamos dos atributos da APS. Lá mencionamos os Atributos Essenciais e os Atributos Derivados. Você se recorda?
Agora, identifique, na descrição abaixo, a qual desses atributos cada descrição se refere. Em seguida, clique em “conferir”:
Descrição
Atributos da APS
Essenciais
Derivados
Descrição
Acesso de primeiro contato: é a porta de entrada preferencial do sistema de saúde. Significa que o serviço de APS deve ser o primeiro local procurado pelos usuários sempre que surgir uma nova necessidade de saúde.
Atributos da APS – Essenciais
Atributos da APS – Derivados
Descrição
Orientação familiar: reconhece a família como unidade fundamental para compreensão do processo saúde-doença, sendo importante: o conhecimento da dinâmica familiar; a participação da família no cuidado e a avaliação dos fatores familiares que interferem na saúde.
Atributos da APS – Essenciais
Atributos da APS – Derivados
Descrição
Longitudinalidade: refere-se ao acompanhamento contínuo do usuário ao longo do tempo, independentemente da presença de doença, e envolve o vínculo entre profissional e usuário; o conhecimento da história clínica e familiar; o acompanhamento das condições agudas e crônicas; e o fortalecimento da confiança entre equipe e população.
Atributos da APS – Essenciais
Atributos da APS – Derivados
Descrição
Integralidade: corresponde à capacidade da APS de oferecer ou organizar um conjunto abrangente de ações de promoção, prevenção, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos, considerando as necessidades dos indivíduos e da comunidade.
Atributos da APS – Essenciais
Atributos da APS – Derivados
Descrição
Orientação comunitária: considera as necessidades da população do território e pressupõe: a realização da territorialização; o diagnóstico da situação de saúde; a participação social; o planejamento baseado nas necessidades locais e o monitoramento de indicadores.
Atributos da APS – Essenciais
Atributos da APS – Derivados
Descrição
Coordenação do cuidado: é a capacidade da APS de integrar os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde (RAS), garantindo a continuidade da assistência. A coordenação do cuidado envolve: encaminhamentos qualificados; comunicação entre níveis assistenciais; utilização adequada do prontuário e acompanhamento do usuário após consultas especializadas ou internações.
Atributos da APS – Essenciais
Atributos da APS – Derivados
Descrição
Competência cultural: refere-se à capacidade dos profissionais de reconhecer, respeitar e incorporar diferenças culturais, religiosas, sociais e étnicas no cuidado, incluindo: o respeito às crenças; a comunicação adequada; a redução de barreiras culturais e o cuidado centrado na pessoa.
Atributos da APS – Essenciais
Atributos da APS – Derivados
É importante destacar que tais atributos constituem o alicerce da organização da APS no Sistema Único de Saúde (SUS), estando em total conformidade com a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). Na prática, a presença consistente desses elementos nos serviços de saúde potencializa os resultados assistenciais, traduzindo-se em maior acesso, qualidade do cuidado, satisfação dos usuários, redução de internações por condições sensíveis à APS e promoção de maior equidade no atendimento.
Também cabe resgatar aqui que para coordenar o cuidado é importante compreender que sua gestão se dá em distintas dimensões:
Clique em cada dimensão para visualizar o conteúdo.
Refere-se às características, necessidades e escolhas individuais, integrando o estilo de vida, o autocuidado, os projetos pessoais e a autonomia na tomada de decisões relativas à própria saúde.
Considera a família como um espaço que pode oferecer cuidado e apoio, mas também pode estar relacionada a situações de sofrimento e ao processo de adoecimento.
O cuidado acontece, principalmente, no encontro entre o profissional de saúde (médico, enfermeiro ou outro profissional) e o usuário.
Embora ocorra normalmente no espaço dos serviços de saúde, e sejam utilizados equipamentos, medicamentos, exames e conhecimentos científicos, o cuidado também depende de atitudes como ouvir, acolher e construir uma relação de vínculo e confiança com a pessoa atendida.
Refere-se à maneira como os serviços de saúde são organizados e funcionam no dia a dia, incluindo a gestão, os fluxos e protocolos de atendimento, os processos de trabalho e a distribuição das equipes.
Diz respeito à integração entre os diferentes serviços da rede de saúde, garantindo que o usuário seja referenciado e tenha acesso, quando necessário, a outros serviços da rede de atenção e tenha continuidade no cuidado ao longo de todo o atendimento.
Envolve as políticas públicas, os determinantes sociais que influenciam a saúde da população, a legislação e o compromisso da sociedade com o direito à saúde.
Trataremos nesta disciplina do processo do cuidado nas dimensões: Profissional, Organizacional e Sistêmica, no espaço da APS e sua inter-relação com outros serviços que compõem a Rede de Atenção à Saúde (RAS). Para isso precisamos compreender os processos de trabalho na APS.
Refere-se às características, necessidades e escolhas individuais, integrando o estilo de vida, o autocuidado, os projetos pessoais e a autonomia na tomada de decisões relativas à própria saúde.
Considera a família como um espaço que pode oferecer cuidado e apoio, mas também pode estar relacionada a situações de sofrimento e ao processo de adoecimento.
O cuidado acontece, principalmente, no encontro entre o profissional de saúde (médico, enfermeiro ou outro profissional) e o usuário. Embora ocorra normalmente no espaço dos serviços de saúde, e sejam utilizado equipamentos, medicamentos, exames e conhecimentos científicos, o cuidado também depende de atitudes como ouvir, acolher e construir uma relação de vínculo e confiança com a pessoa atendida.
Refere-se à maneira como os serviços de saúde são organizados e funcionam no dia a dia, incluindo a gestão, os fluxos e protocolos de atendimento, os processos de trabalho e a distribuição das equipes.
Diz respeito à integração entre os diferentes serviços da rede de saúde, garantindo que o usuário seja referenciado e tenha acesso, quando necessário, a outros serviços da rede de atenção e tenha continuidade no cuidado ao longo de todo o atendimento.
Envolve as políticas públicas, os determinantes sociais que influenciam a saúde da população, a legislação e o compromisso da sociedade com o direito à saúde.
Trataremos nesta disciplina o processo do cuidado nas dimensões: Profissional, Organizacional e Sistêmica, no espaço da APS e sua inter-relação com outros serviços que compõem a Rede de Atenção à Saúde (RAS). Para isso precisamos compreender os processos de trabalho na APS.
Vamos olhar mais detalhadamente a APS no SUS: a proposta da PNAB e as características desse espaço de atenção e cuidado.
Na PNAB, a APS é descrita com um caráter abrangente:
Conjunto de ações de saúde individuais, familiares e coletivas que envolvem promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde.
Mas o papel da APS não se resume a esse conjunto de ações.
Ela é a porta de entrada preferencial do SUS e também o centro de comunicação da Rede de Atenção à Saúde (RAS), coordenadora do cuidado e ordenadora das ações e serviços disponibilizados na rede.
Para que esse cuidado aconteça, a PNAB destaca a importância de uma atuação integrada e de uma gestão qualificada, desenvolvidas por equipes multiprofissionais que acompanham uma população em um território definido. É nesse território que as equipes assumem a responsabilidade sanitária.
Entre as características do processo de trabalho na APS está a necessidade de compreender as demandas dos usuários.
Isto é importante porque:
Como porta de entrada preferencial da rede de atenção, a APS precisa contemplar a dinâmica individual e coletiva do processo saúde-doença. Isso exige diálogo profissional-usuário e o reconhecimento das particularidades do território.
Identificamos, então, a primeira característica do processo de trabalho: o território.
O território é mais do que uma delimitação geográfica. É um espaço vivo, onde as pessoas convivem, estabelecem relações e compartilham diferentes características históricas, demográficas, epidemiológicas, administrativas, tecnológicas, políticas, sociais e culturais e assim constroem sua vida em comunidade. Como essas relações estão em constante transformação, o território também muda continuamente.
Conhecer o território, processo chamado de territorialização, permite identificar problemas e necessidades de saúde e, a partir deles, planejar ações mais adequadas à realidade da população.
Para ilustrar essa primeira característica, vejamos um exemplo:
Clique na seta para visualizar o conteúdo.
Além disso, a equipe deve estar qualificada, a unidade de saúde equipada e com materiais para o diagnóstico e atendimento a todas as pessoas que apresentem sinais e sintomas compatíveis com a dengue e outras arboviroses.
Deve também acompanhar, encaminhar casos mais graves para outros serviços da rede (se for necessário), além de fazer a vigilância do caso (acompanhar, monitorar sinais, sintomas, resultados de exames e notificar casos suspeitos).
Se o território de abrangência de uma Unidade de Saúde apresenta elevada ocorrência de criadouros do mosquito Aedes aegypti, evidenciando condições favoráveis à sua proliferação e aumentando o risco de transmissão da dengue, deverá haver atuação dos trabalhadores da UBS, em conjunto com os agentes de endemias, para identificar os criadouros e eliminá-los, bem como reforçar a educação e a Vigilância em Saúde para toda a população.
Se o território de abrangência de uma Unidade de Saúde apresenta elevada ocorrência de criadouros do mosquito Aedes aegypti, evidenciando condições favoráveis à sua proliferação e aumentando o risco de transmissão da dengue, deverá haver atuação dos trabalhadores da UBS, em conjunto com os agentes de endemias, para identificar os criadouros e eliminá-los, bem como reforçar a educação e a Vigilância em Saúde para toda a população.
Além disso, a equipe deve estar qualificada, a unidade de saúde equipada e com materiais para o diagnóstico e atendimento a todas as pessoas que apresentem sinais e sintomas compatíveis com a dengue e outras arboviroses.
Deve também acompanhar, encaminhar casos mais graves para outros serviços da rede (se for necessário), além de fazer a vigilância do caso (acompanhar, monitorar sinais, sintomas, resultados de exames e notificar casos suspeitos).
# Fica a dica
A Vigilância em Saúde também faz parte do trabalho da UBS, embora nem sempre isso esteja explícito no cotidiano da equipe.
Ter o entendimento sobre o que é atribuição própria da UBS e o que depende dessa articulação ajuda a equipe a enxergar com mais precisão onde estão os gargalos e o que pode ser melhorado nesse processo.
Já a segunda característica destaca o foco do processo de trabalho.
Ele deve atender às necessidades de saúde das pessoas, das famílias e da população do território, contemplando tanto o cuidado individual quanto o coletivo.
Clique na seta para navegar.
Isso significa que o trabalho dos profissionais de saúde vai além das Unidades de Saúde. Ele acontece também em escolas, creches, domicílios e outros espaços da comunidade, aproximando os serviços de saúde de outras instituições e da realidade da população. Daí a importância de ações intersetoriais para que o trabalho seja efetivo.
No Brasil, o Programa Saúde na Escola (PSE) é uma dessas ações. Trata-se de uma iniciativa intersetorial dos Ministérios da Saúde e da Educação com a finalidade de contribuir para o pleno desenvolvimento dos estudantes da rede pública de ensino da educação básica, por meio da articulação entre os profissionais de saúde da Atenção Primária e os profissionais da educação.
Isso significa que o trabalho dos profissionais de saúde vai além das Unidades de Saúde. Ele acontece também em escolas, creches, domicílios e outros espaços da comunidade, aproximando os serviços de saúde de outras instituições e da realidade da população. Daí a importância de ações intersetoriais para que o trabalho seja efetivo.
No Brasil, o Programa Saúde na Escola (PSE) é uma dessas ações. Trata-se de uma iniciativa intersetorial dos Ministérios da Saúde e da Educação com a finalidade de contribuir para o pleno desenvolvimento dos estudantes da rede pública de ensino da educação básica, por meio da articulação entre os profissionais de saúde da Atenção Primária e os profissionais da educação.
Para saber mais sobre o PSE, clique aqui.
Vamos refletir!
Digite no quadro sua resposta.
A terceira característica do processo de trabalho apresenta uma outra questão importante:
Na APS, o usuário e a população do território não se encontram institucionalizados.
Eles preservam certa autonomia em relação ao serviço e aos profissionais, o que requer uma atuação profissional e um processo de trabalho no qual se efetive a comunicação, a escuta e o diálogo.
Essa condição é diferente da observada quando os usuários estão hospitalizados, situação em que seguem a rotina da instituição. Nesse caso, geralmente adotam uma atitude mais passiva de receber os cuidados prestados pelos trabalhadores de saúde.
Na prática!
Vejamos outro exemplo em que um mesmo usuário ora é atendido em uma UBS, ora está sob o cuidado do hospital:
Clique nas setas para navegar.
O Sr. Arnaldo tem diabetes mellitus tipo 2.
Ele foi atendido no serviço de urgência com sinais de estado hiperglicêmico hiperosmolar e rebaixamento do nível de consciência, necessitando ser hospitalizado.
No hospital ele passou a receber, dos profissionais e da instituição, o que necessita para controlar seu quadro clínico e obter o resultado esperado de seus exames e de seu tratamento: a dieta adequada, o medicamento na dose e horários adequados, a realização dos exames laboratoriais, entre outros cuidados, que lhe são prestados nas condições e nos horários previamente estabelecidos.
Ao ter alta, passou a ser acompanhado na Unidade de Saúde da APS, na maioria das vezes em condições de se deslocar com autonomia de sua residência até o local.
Nessa condição, a execução dos cuidados necessários para manutenção da saúde do Sr. Arnaldo depende de sua colaboração, visto que apenas pequena parte desses cuidados é desenvolvida no interior da Unidade e pelos profissionais de saúde.
A maior parte dos cuidados necessários para manutenção e/ou recuperação de sua saúde (a alimentação, a medicação, a atividade física) depende quase que exclusivamente de o Sr. Arnaldo ter compreendido, ter concordado com o plano terapêutico proposto e ter possibilidades de desenvolvê-lo.
Destaca-se, ainda, uma quarta característica do processo de trabalho desenvolvido na APS, que se refere à busca pela integralidade da assistência.
Essa característica é “entendida como um conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso” (Lei Nº 8.080/1990).
Nesse sentido, a garantia da integralidade da atenção poderá ser alcançada a partir de uma APS qualificada, indispensável para que exerça a função de coordenadora do cuidado e ordenadora da rede de atenção à saúde.
Essa transformação na organização do cuidado passa por estratégias articuladas, no sentido de garantir o fortalecimento da APS; de adequar tanto a oferta quanto a formação/preparo dos profissionais para atuarem de forma interprofissional e interdisciplinar neste campo; enfim, de organizar o processo de trabalho, articulando a Vigilância em Saúde à atenção clínica.
Na prática!
Vamos retomar o exemplo do Sr. Arnaldo, e verificar como os profissionais que integram a equipe da APS se articulam para prestar o cuidado:
Clique nas setas para navegar.
Na sua residência, o Sr. Arnaldo recebeu a visita da ACS, que fez seu cadastro e passou seus dados para a equipe de Saúde da Família (eSF).
Na UBS, a técnica de enfermagem acessou seu prontuário, aferiu seus sinais vitais e sua glicemia, e anotou suas queixas.
Sr. Arnaldo também foi atendido pelos demais profissionais da equipe da UBS: enfermeiro, médico e dentista, que o orientaram sobre os cuidados cotidianos: em especial com a medicação, com a alimentação e com a saúde bucal.
Na reunião da equipe de Saúde da Família (eSF) e com o matriciamento da equipe multiprofissional, a situação do Sr. Arnaldo foi rediscutida e avaliada pelos demais profissionais da UBS: nutricionista, profissional de educação física e psicóloga.
No próximo atendimento, foi proposto ao Sr. Arnaldo um plano terapêutico que incluiu, além da medicação e da dieta, o controle periódico da glicemia, participação nas atividades físicas ofertadas pela UBS, participação em grupos de convivência, dentre outras ações que o ajudarão a cuidar de sua saúde.
Quais são os desafios das organizações de saúde em geral e na APS em particular?
Em síntese, podemos dizer que o processo de trabalho é, por natureza, multiprofissional e exige a integração de diversas competências.
Cada profissional contribui com seu saber técnico para o cuidado integral. Quando essas ações são articuladas através de uma comunicação eficaz e do trabalho em equipe, o atendimento torna-se mais qualificado, resolutivo e alinhado às necessidades reais do usuário.
Para saber mais, clique aqui.
Clique nas perguntas para visualizar o conteúdo.
Na área da saúde, o Planejamento Estratégico Situacional (PES) é uma importante forma de planejar o trabalho a partir dos problemas reais de um território ou de uma organização.
Diferentemente do planejamento normativo, que parte de uma realidade considerada mais estável e previsível e costuma ser elaborado de forma mais centralizada por especialistas, o PES reconhece que a realidade é dinâmica, complexa e incerta. Por isso, seu ponto de partida são os problemas mais relevantes do território, buscando compreender suas causas e construir propostas de ação que sejam possíveis e façam sentido naquele contexto.
Seu objetivo é identificar os problemas mais importantes, compreender suas causas e elaborar propostas de ações possíveis para melhorar a situação, com participação das pessoas envolvidas na ação, considerando os recursos disponíveis e o contexto político, social e institucional.
Como adaptar o PES a organizações locais de saúde, como nos casos das UBSs?
Clique no card amarelo.
Para o contexto das organizações locais de saúde, como as UBSs, Artmann et al. (1997) adaptaram e simplificaram o PES, considerando as características próprias dos serviços e dos problemas de saúde. A proposta busca tornar o planejamento mais próximo da realidade das equipes e de sua capacidade de atuação.
Na prática, essa adaptação procura:
Valorizar o trabalho em equipe e a participação dos profissionais
Favorecendo a construção coletiva de um plano de ação para o enfrentamento dos problemas e necessidades identificadas.
Fortalecer a capacidade dos trabalhadores de analisar e intervir sobre problemas concretos
Considerando os recursos disponíveis e a governabilidade da equipe.
Integrar planejamento, execução e avaliação
Permitindo revisões contínuas do plano, de acordo com a avaliação dos resultados obtidos.
E como operacionalizar o planejamento? Por onde começar?
Vamos conhecer a situação vivenciada pela Amanda.
O que fazer com tanto problema?
Clique nas caixas azuis.
Para ajudar a Amanda nessa situação, devemos considerar alguns elementos.
Eles são fundamentais para que se possa operacionalizar o planejamento no âmbito de uma UBS. Vamos acompanhar os passos que Amanda deve seguir:
PASSO 1: DEFINIR QUEM VAI PLANEJAR
A proposta é que os membros da equipe de trabalho sejam atores ativos no processo de elaboração do planejamento.
Recomenda-se que o processo de planejamento seja desenvolvido em oficinas de trabalho, reunindo funcionários da unidade, membros da comunidade, lideranças e membros da Secretaria da Saúde.
PASSO 2: IDENTIFICAÇÃO DOS PROBLEMAS A SEREM SUPERADOS
Clique na seta para navegar.
De que forma Amanda pode buscar as informações sobre os principais problemas para subsidiar a elaboração do plano?
A informação sobre o funcionamento do sistema de saúde e sobre o contexto em que ele está inserido é fundamental para o sucesso do plano. A efetividade dos resultados planejados mantém relação direta com a qualidade das informações. Na saúde, isso significa conhecer tanto a capacidade de atendimento das unidades quanto as características da população do território sob responsabilidade da equipe, incluindo seu perfil sociodemográfico e epidemiológico.
Assim, Amanda pode adotar a epidemiologia e os sistemas de informação e Vigilância em Saúde como ferramentas bastante úteis para identificar as necessidades de saúde e auxiliar o planejamento dos serviços.
É importante que as informações em saúde produzidas nos serviços de vigilância e disponíveis nos bancos de dados nacionais – Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM); Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC); Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN); Sistema de Informações Hospitalares (SIH); e Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde (Siaps) – seja utilizadas. Esses dados alimentam o processo de planejamento e subsidiam a direcionalidade das ações planejadas.
De que forma Amanda pode buscar as informações sobre os principais problemas para subsidiar a elaboração do plano?
A informação sobre o funcionamento do sistema de saúde e sobre o contexto em que ele está inserido é fundamental para o sucesso do plano. A efetividade dos resultados planejados mantém relação direta com a qualidade das informações. Na saúde, isso significa conhecer tanto a capacidade de atendimento das unidades quanto as características da população do território sob responsabilidade da equipe, incluindo seu perfil sociodemográfico e epidemiológico.
Assim, Amanda pode adotar a epidemiologia e os sistemas de informação e Vigilância em Saúde como ferramentas bastante úteis para identificar as necessidades de saúde e auxiliar o planejamento dos serviços.
É importante que as informações em saúde produzidas nos serviços de vigilância e disponíveis nos bancos de dados nacionais – Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM); Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC); Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN); Sistema de Informações Hospitalares (SIH); e Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde (SIAPS) – sejam utilizadas. Esses dados alimentam o processo de planejamento e subsidiam a direcionalidade das ações planejadas.
Agora, que tal conhecer alguns painéis de monitoramento oficiais disponíveis no Brasil?
Em geral, esses painéis possibilitam o acesso a informações relevantes que contribuem para o processo de planejamento. Esse processo é fundamental para a discussão e a consolidação do planejamento institucional (da UBS e do município).
Clique em cada tipo de painel.
PAINÉIS DE GESTÃO
PAINÉIS DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
E agora que Amanda já compreende como obter outras informações sobre os problemas mais prevalentes na área de responsabilidade de sua UBS, apresentamos uma sistematização dos passos para a construção de um planejamento simplificado de ação:
Resgatamos aqui os problemas identificados pela equipe e expostos pela Amanda:
Clique na imagem.
Na literatura da área de planejamento em saúde, é comum a utilização de critérios objetivos para a priorização de problemas de saúde da população, oriundos do método CENDES-OPS, e que são:
É importante que compreendamos o significado de cada um dos critérios utilizados na priorização dos problemas identificados:
Clique nas abas para visualizar o conteúdo.
Extensão ou tamanho do problema na população do território de atuação da equipe (número de pessoas afetadas pelo problema);
Importância ou relevância (política, cultural e técnica) do problema para a equipe/população;
O quanto há de tecnologia disponível (conhecimentos e recursos materiais) e eficaz para o enfrentamento do problema em questão;
Capacidade política, técnica e gerencial para o desencadeamento das ações necessárias ao enfrentamento dos problemas.
A análise desses quatro critérios deve ser realizada, preferencialmente, por aqueles que executarão o plano. Para cada problema analisado, a equipe deve atribuir uma nota de zero a 10, para cada critério, sendo que a pontuação:
Vamos exercitar
Classifique os critérios utilizados na priorização dos problemas a seguir, relacionando cada um à sua categoria correta.
Em seguida, arraste e solte nos campos correspondentes:
Na prática!
Agora que você já compreendeu os critérios utilizados na priorização dos problemas identificados, que tal analisar um exemplo na planilha a seguir?
Preenchemos a planilha de forma a exemplificar e auxiliar a visualização e melhor análise dos problemas:
Alta prevalência de pessoas com doenças crônicas (hipertensão e diabetes)
Total
28
Magnitude
10
Transcendência
4
Vulnerabilidade
8
Governabilidade
6
Baixa adesão de pessoas com diabetes ao tratamento ofertado pela UBS
Total
24
Magnitude
6
Transcendência
6
Vulnerabilidade
8
Governabilidade
4
Grande número de faltosos ao programa de puericultura
Total
30
Magnitude
6
Transcendência
5
Vulnerabilidade
10
Governabilidade
9
Grande proporção de gestantes adolescentes
Total
24
Magnitude
4
Transcendência
8
Vulnerabilidade
6
Governabilidade
4
Confirmação de muitos casos de dengue na área de abrangência (epidemia)
Total
29
Magnitude
8
Transcendência
6
Vulnerabilidade
8
Governabilidade
7
Baixa cobertura de citologia oncótica entre as mulheres
Total
26
Magnitude
6
Transcendência
6
Vulnerabilidade
8
Governabilidade
6
Ocorrência de vários casos de sífilis em gestantes
Total
28
Magnitude
4
Transcendência
8
Vulnerabilidade
10
Governabilidade
6
Baixa cobertura vacinal em menores de 1 ano.
Total
29
Magnitude
5
Transcendência
8
Vulnerabilidade
10
Governabilidade
6
PROBLEMAS
Magnitude
Transcendência
Vulnerabilidade
Governabilidade
TOTAL
Alta prevalência de pessoas com doenças crônicas (hipertensão e diabetes)
10
4
8
6
28
Baixa adesão de pessoas com diabetes ao tratamento ofertado pela UBS
6
6
8
4
24
Grande número de faltosos ao programa de puericultura
6
5
10
9
30
Grande proporção de gestantes adolescentes
4
8
6
4
24
Confirmação de muitos casos de dengue na área de abrangência (epidemia)
8
6
8
7
29
Baixa cobertura de citologia oncótica entre as mulheres
6
6
8
6
26
Ocorrência de vários casos de sífilis em gestantes
4
8
10
6
28
Baixa cobertura vacinal em menores de 1 ano.
5
8
10
6
29
Diante da soma da pontuação, observe que o problema priorizado foi “grande número de faltosos na puericultura”.
Este problema, se efetivamente enfrentado, terá impacto também no indicador do componente de qualidade da APS: Cuidado no Desenvolvimento Infantil, que no ano de 2025, no município em que Amanda atua, teve uma avaliação abaixo do esperado (dos 25 pontos possíveis de serem alcançados, o município obteve apenas um ponto bom e um ótimo no terceiro quadrimestre), conforme o gráfico que Amanda obteve no painel do Siaps.
PASSO 3: ANÁLISE DO PROBLEMA
Depois de priorizados os problemas, é necessário fazer uma análise.
A análise da situação-problema poderá ser feita por meio da matriz SWOT (também conhecida em português como Matriz FOFA), que é uma ferramenta de planejamento estratégico usada para avaliar os cenários interno e externo de uma organização, no nosso caso da unidade de saúde.
Para cada problema priorizado, devem-se analisar as fortalezas e fraquezas (presentes no ambiente interno) e quais as oportunidades e ameaças (existentes no ambiente externo).
Clique em cada parte da Matriz SWOT.
Figura 2 – Análise do Problema (Matriz SWOT/FOFA)
Fonte: adaptado de Teixeira et al., 2010.
Tomando as forças como ponto de partida, você pode ponderar sobre como pode utilizá-las para potencializar as oportunidades identificadas.
Além disso, preste atenção em como as forças podem ajudar a sua organização a se preparar contra as ameaças. Depois, pense em como as fraquezas podem ser um risco para as oportunidades e em como as fraquezas podem tornar as ameaças ainda mais perigosas.
Agora, vamos voltar à situação vivenciada pela Amanda.
Em uma reunião, ela e sua equipe preencheram a matriz FOFA da seguinte forma:
Análise SWOT
Problema priorizado:
Grande número de faltosos ao programa de puericultura

Fatores Positivos
Fatores Negativos
Ambiente Interno
Ambiente Externo
Forças
Fraquezas
Oportunidades
Ameaças
PASSO 4: EXPLICAÇÃO DO PROBLEMA
Para aprofundar a compreensão do problema é necessário que fique explícito para a equipe quais são as causas do problema e suas consequências.
E, dentre as causas, é preciso conseguir identificar aquelas consideradas “nós críticos”.
Para a explicação do problema, pode ser utilizada a matriz apresentada a seguir, ou de forma mais lúdica, o desenho da árvore:
CAUSA
PROBLEMA
CONSEQUÊNCIA
PASSO 5: DESENHOS DAS OPERAÇÕES
Como vincular ao desenho das operações
Após a identificação dos nós críticos, que neste caso foram a “falta de organização da agenda dos profissionais” e a “falta de qualificação e motivação dos profissionais”, devem ser discutidos os objetivos que podem ser alcançados e a forma de torná-los viáveis. É necessário refletir sobre algumas variáveis importantes, tais como:
Clique em cada segmento do fluxo circular para visualizar o conteúdo.
Análise
Impacto que cada operação irá gerar sobre a causa do problema.
Clique em cada segmento do fluxo circular para visualizar o conteúdo.
Tempo
Em que se pretende alcançar esses objetivos.
Recursos necessários
Uma operação compreende um conjunto de ações destinadas a alterar a causa do problema. Toda operação depende de ações, que estão na área de governabilidade do ator, que são factíveis e coerentes com a realidade.
Para a elaboração das operações, recomenda-se que sejam respondidas as seguintes indagações:
Clique nas perguntas.
01 – O que faremos?
Definir as ações necessárias.
02 – Por que faremos?
Ter consciência dos motivos que justificam as ações.
03 – Onde faremos?
Definir os locais que serão afetados pelas ações.
04 – Quem se responsabilizará?
Atribuir os responsáveis em ação proposta.
05 – Quando faremos?
Definir prazos.
06 – Como faremos?
Descrever como devem ser atingidos os objetivos pretendidos.
07 – Quanto custará?
Definir os recursos necessários para a implementação das ações propostas no plano.
Consulte a planilha para facilitar a visualização do planejamento realizado. Para isso, clique aqui.
Vamos refletir!
Você percebeu que, para a proposição das operações com vistas a superar esse nó crítico, foi considerada a análise da matriz SWOT/FOFA, resgatando as fortalezas e oportunidades, mas também as fraquezas e ameaças.
Agora que você já se familiarizou com este método, que tal elaborar as ações para o segundo nó crítico identificado pela equipe da Amanda: “Falta de qualificação e motivação dos profissionais”?
Digite no quadro sua resposta.
PASSO 6: MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO
Recomenda-se que mensalmente as ações planejadas sejam reavaliadas pela equipe (se estão sendo executadas e se necessitam de ajustes), e que, no mínimo, a cada quadrimestre sejam avaliados os resultados, que no caso exemplo que aqui apresentamos, se referem a um indicador do componente de qualidade da APS: Cuidado no Desenvolvimento Infantil.
Nessa perspectiva, a utilização de Painéis de Gestão e Painéis de Vigilância, entendidos como instrumentos de apoio à gestão, monitoramento, tomada de decisão e melhoria contínua, também podem ser úteis nesta etapa.
Agora que você já compreendeu os processos de trabalho desenvolvidos na APS, que tal exercitar?
No seu local de trabalho, você tem consciência dos problemas e consegue mobilizar sua equipe para esse trabalho conjunto de desenvolver um plano de intervenção, considerando o aprendizado desta disciplina? Descreva sua pesquisa sobre o tema escolhido para a investigação.
Dicas
Comece pelo que está acontecendo, de maneira direta, e mostre o dado ou fato que comprova o problema.
Explique por que esse problema merece atenção agora. Qual é o impacto? Quem é afetado? O que acontece se nada for feito?
Procure identificar o ponto que, se enfrentado, tem maior potencial de mudar o cenário.
Diga claramente o que precisa mudar.
Transforme o objetivo em algo mensurável: quanto, para quem e até quando.
Escolha uma medida que realmente mostre se houve mudança.
Descreva o que será feito para atacar a causa identificada.
Defina quem conduz cada ação.
Estabeleça datas ou períodos realistas.
Mostre o que será necessário: pessoas, orçamento, ferramentas, capacitação, estrutura, informações ou parcerias.
Explique como o andamento será acompanhado, com que frequência e o que será feito caso os resultados fiquem abaixo do esperado.
Esta disciplina analisou o desafio que a tripla carga de agravos impõe à organização do cuidado no Brasil, enfatizando a necessidade de reestruturar os processos de trabalho na Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS por meio do planejamento estratégico.
Para tanto, foram revisitados conceitos fundamentais sobre o cuidado e suas dimensões de gestão, detalhando-se as especificidades do processo de trabalho no contexto da APS.
O método do Planejamento Estratégico Situacional foi apresentado como um recurso central para reorganizar essas práticas e enfrentar os problemas de saúde identificados localmente.
Nesse cenário, destacou-se o papel dos Painéis de Gestão e de Vigilância como instrumentos essenciais para que as equipes compreendam as demandas do território e monitorem as ações voltadas ao seu enfrentamento.
Concluímos com a sistematização de um planejamento de ação simplificado, focando em critérios de priorização de problemas e na aplicação da matriz SWOT.
Espera-se que esse conhecimento estimule a incorporação contínua do planejamento, evidências e monitoramento pelas equipes de APS, aprimorando os processos de cuidado e a atenção integral à população.
Continue sua trajetória formativa!
Para alcançar um bom desempenho nos estudos, é fundamental acessar e utilizar todos os recursos didáticos disponibilizados na disciplina. Nesse sentido, recomendamos que você:
Até a próxima disciplina!
FICHA TÉCNICA
Coordenação-geral:
Ana Cláudia Cardozo Chaves – SAPS/MS
Ana Luiza Ferreira Rodrigues Caldas – SAPS/MS
Ana Paula Neves Marques de Pinho – A.C.Camargo
Cristiane Martins Pantaleão – CONASEMS
Hisham Mohamad Hamida – CONASEMS
Mauro Junqueira – CONASEMS
Patricia da Silva Campos – CONASEMS
Verônica Savatin Wottrich – CONASEMS
Coordenação técnica e pedagógica:
Beatriz Zocal da Silva – SAPS/MS
Danylo Santos Silva Vilaça – SAPS/MS
Gustavo Guazzelli Nanni – SAPS/MS
Jacirene Gonçalves Lima Franco – SAPS/MS
Kelly Cristina Santana – CONASEMS
Maria da Penha Marques Sapata – CONASEMS
Marta de Sousa Lima – CONASEMS
Patricia da Silva Campos – CONASEMS
Soane Cristina Almeida dos Santos – CONASEMS
Thais Coutinho de Oliveira – SAPS/MS
Elaboração de conteúdo:
Brígida Gimenez Carvalho
Designer educacional:
Alexandra da Silva Gusmão – CONASEMS
Coordenação de desenvolvimento gráfico:
Cristina Perrone – CONASEMS
Desenvolvimento Web:
Aidan Bruno – CONASEMS
Alexandre Itabayana – CONASEMS
Caroline Boaventura – CONASEMS
Projeto Gráfico e Design de Experiência:
Ygor Baeta Lourenço – CONASEMS
Ilustração:
Lucas Corrêa Mendonça – CONASEMS
Revisão Linguística:
Camila Miranda Evangelista – CONASEMS
Fotografias e ilustrações:
Biblioteca do Banco de Imagens do Conasems
Imagens:
Fototeca do CONASEMS
Flickr Ministério da Saúde
Flickr CONASEMS
Flickr Secretaria de Saúde do Distrito Federal
Envato Elements
https://elements.envato.com
Freepik
https://br.freepik.com
Pexels
https://www.pexels.com/pt-br/
Ameaças
Ameaças
Oportunidades
Fraquezas
Forças
O cuidado, sob essa perspectiva, compreende três dimensões essenciais:
Portanto, o cuidado não é uma atribuição exclusiva dos serviços de saúde, mas um processo compartilhado entre profissionais, famílias e a comunidade em cada território. Nesse contexto, a Atenção Primária à Saúde (APS) consolida-se como o eixo primordial para a coordenação desse cuidado integral no SUS.
O que é a Árvore de Problemas?
É um diagrama mais simples e tem por objetivo explicar:
Clique na figura.
Figura 3 – Árvore de problemas
Grande número de faltosos no Programa de Puericultura.
Problema
Grande número de faltosos no Programa de Puericultura.
Causas
Consequências
Fonte: Adaptado de Teixeira et al. (2010, p. 63).
AMEAÇAS
Para descobrir as Ameaças, podemos nos perguntar:
OPORTUNIDADES
Algumas perguntas a serem feitas na análise das Oportunidades:
FRAQUEZAS
Para descobrir as Fraquezas, podemos nos perguntar:
FORÇAS
Para revelar as forças, devemos responder às seguintes questões:
AMBIENTE EXTERNO
Refere-se às condições que influenciam positiva ou negativamente a organização/UBS e estão fora da governabilidade da equipe que planeja.
AMBIENTE INTERNO
Compreende tudo o que envolve e circunda a organização, no nosso caso a UBS. É nela que se apresentam todos os recursos materiais, humanos, financeiros, políticos, sociais e tecnológicos necessários ao desenvolvimento do plano. No ambiente interno, se encontram as capacidades internas da organização, ou seja, seus pontos fortes e fracos.
Como é muito difícil para uma equipe planejar ações de intervenção simultâneas para enfrentar os diversos problemas identificados, é recomendável que se analise e priorize para qual problema a equipe vai iniciar seu plano de ação.
Os processos de trabalho na saúde são organizados para dar resposta às necessidades de saúde.
Figura 1 – Relação entre as necessidades de saúde e o processo de trabalho em saúde
Necessidades
de Saúde
Processo de
Trabalho
Fonte: elaborado pela autora.
Nesses processos se articulam os componentes:
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